Participantes 2019

ANA BISCAIA

Designer gráfica e ilustradora. Estudou ilustração (Master of Fine Arts) em Estocolmo, na Konstfack University College of Arts, Crafts and Design. O seu primeiro livro ilustrado, “Negrume” (publicado pela &etc., com texto de Amadeu Baptista), data de 2006. Ilustrou “Poesia de Luís de Camões para Todos” (selecção e organização de José António Gomes), antologia que mereceu uma distinção do júri do Prémio Nacional de Ilustração em 2009. Recebeu o Prémio Nacional de Ilustração, em 2012, pelo livro “A Cadeira que Queria Ser Sofá”, de Clovis Levi. O seu trabalho para “O Carnaval dos Animais”, de Rui Caeiro, foi também selecionado pelo júri do prémio TITAN Illustration in Design. Com João Pedro Mésseder, editou o livro “Que Luz Estarias a Ler?” (2014) e “Poemas do Conta-Gotas” (2015). Fundou a Xerefé, pequena editora de livros ilustrados.

ANTÓNIO PINTO RIBEIRO

Nasceu em Lisboa. A sua formação académica foi feita nas áreas da Filosofia Ciências da Comunicação e Estudos Culturais (doutoramento). É nestas áreas que tem desenvolvido o trabalho de investigação e de produção teórica publicado em revistas da especialidade. Actualmente é investigadpor do Centro de Estudos Sociais (Coimbra) da linha de investigação Memoirs. A par da sua actividade de investigador e de professor tem tido uma prática de programação artística com a organização de vários programas e exposições nacionais e internacionais. Foi Director Artístico da Culturgest desde a sua criação em 1992 até Abril de 2004. Foi Coordenador (com Catarina Vaz Pinto) do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística e desempenhou o cargo de Programador-Geral da Fundação Gulbenkian para vários programas, dos quais detaca o Fórum Cultural “O Estado do Mundo” e o Próximo Futurowww.gulbenkian.pt/proximofuturo (2009-2015). Foi curador convidado do MAR (Museu de Arte do Rio (2014-15).

Representou o governo português no “grupo de trabalho sobre o estudo da mobilidade dos artistas” junto da Comissão Europeia (2010).

Da sua obra publicada destaca-se: A Dança da Idade do Cinema (1991), Dança Temporariamente Contemporânea (1994), Por exemplo a cadeira – ensaio sobre as artes do corpo (1997), Corpo a Corpo: sobre as possibilidades e os limites da crítica (1997), Ser feliz é imoral? Ensaios sobre cultura, cidades e distribuição (2000), Melancolia (2003), Abrigos: condições das cidades e energia da cultura (2004),À Procura da Escala (2009), É Março e é Natal em Ouagadougou (2010), Questões Permanentes (2011), Miscelânea (2015), África, os quatro rios (2017), Peut-on Décolonizer les musées? (2019)

Foi curador-geral de “ Passado e Presente, Lisboa capital ibero-americana de cultura 2017”.

É o editor da newsletter semanal de Memoirs e do jornal do mesmo Projecto de investigação internacional

Foi agraciado com a Ordem das Artes e das Letras pela Ministra da Cultura de França, Catherine Tasca (2001)

Foi agraciado com a Ordem ao Mérito Artístico e Cultural Pablo Neruda” pelo Governo do Chile (2015)

Foi agraciado com a medalha de cidadão honorário da cidade de Buenos Aires (2016)

JOÃO BARRADAS

João Barradas é um dos mais conceituados e reconhecidos acordeonistas europeus, movendo-se, simultaneamente, entre a música Clássica, o Jazz e a música improvisada.

Venceu alguns dos mais prestigiados concursos internacionais, dos quais se destacam, entre outros, o Troféu Mundial de Acordeão, que vence por duas vezes, o Coupe Mondale de Acordeão, o Concurso Internacional de Castelfidardo e o Okud Istra International Competition.

João Barradas é uma das figuras de maior destaque no acordeão Jazz, tendo gravado para a editora nova-iorquina Inner Circle Music e colaborado com diversos músicos de renome, nomeadamente com Greg Osby, Gil Goldstein, Mark Turner, Miles Okazaki, Aka Moon, Mike Stern, Wayne Escoffery, Fabrizio Cassol, Mark Colenburg, Jacob Sacks, Sérgio Carolino, Pedro Carneiro, entre muitos outros.

Em 2016 grava, com a editora nova iorquina Inner Circle Music, o seu primeiro álbum enquanto líder. “Directions” conta com a produção de Greg Osby e foi considerado um dos melhores álbuns do ano pela revista Downbeat, aparecendo na sua prestigiado lista “Best Albums of The Year”.

Actualmente encontra-se a trabalhar nos seu próximo álbum -“Portrait” – constituído por Mark Turner (Saxofone Tenor), Simon Moullier (Vibrafone), Luca Alemanno (Contrabaixo) e Naíma Acúna (Bateria).

JOÃO BOTELHO

Formado pela Escola Superior de Cinema do Conservatório Nacional, fundador da revista M, antes de dedicar-se ao cinema trabalhou como ilustrador e designer gráfico. Realizou o seu primeiro filme em 1977 e desde então já foram mais de 20 títulos, entre eles o “Filme do Desassossego”, a partir do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, “Os Maias”, baseado no romance de Eça de Queiroz, e “Peregrinação”, sobre o livro de Fernão Mendes Pinto. Em 2020 estreia “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, filme baseado no romance homónimo de José Saramago.

LUISA CRUZ

Licenciada na Escola Superior de Teatro e Cinema do Conservatório Nacional de Lisboa, no Curso de Formação de Actores.

Com uma carreira extensa na área da interpretação transversal à televisão, cinema e teatro.

De destacar na área televisiva: “Nazaré”; “Espelho D’Água”; “Dentro”; “Der Lissabon-Krimi”; “Santa Bárbara”; “Os Nossos Dias”; “Belmonte”; “Doida Por Ti”; “Morangos com Açúcar”, “Anjo Meu”, “Espírito Indomável”, “Sentimentos”, “Olhos nos Olhos”, “Doce Fugitiva”, “Duarte e Companhia”; “Clube dos Campeões”; “Sai da Minha Vida”; “Cruzamentos”; “Elsa, uma Mulher Assim”; “A Senhora das Águas”; “Aqui Europa”; ” Os Bordalos”; “Coração Malandro”; “Mundo meu”; “A Vida Privada de Salazar”; ”Liberdade 21”; “Sentimentos”; “Regresso a Sizalinda”;.

No cinema: “A Arte de Morrer Longe”; “O Ano da Morte de Ricardo Reis”; “Technoboss”; “Fátima”; “O Grande Circo Místico”; “John From”; “As Mil e Uma Noites”; “Mariphasa”; “Refrigerantes e Canções de Amor”; “Ao Sul”; “Ilhéu de Contenda”; “Os Mutantes”; “Filme do Desassossego”, entre outros.

E no teatro “Zerlina”; “As Raposas”; “As Criadas”; “Como Queiram”; “Boris Yeltsin”; “A Varanda”; “Azul Longe nas Colinas”; “Príncipe de Homburgo”; “A Cidade”; “God’s Ear”; “Haper Regan”; “A Senhora de Sade”; “Medeia”; “Sangue no Pescoço do Gato”; “Um Hamlet a Mais”; “Abu Hassan”; “Um Auto para Jerusalém”; “A Menina do Mar”; “Manfred”; “Muito Barulho por Nada”; “Céu de Papel”; “As Palavras não têm Escamas”; “Auto da Índia”; “As Três Irmãs”; “A Procura da Tragédia”; “A Caça ao Snark”; “Pílades”; tendo trabalhado com encenadores como: Luís Miguel Cintra, Rui Mendes, João Lourenço, Adriano Luz, Christiane Laurent, Marco Martins, Stephan Stroux, Miguel Guilherme, José Wallenstein, Ricardo Pais, Nuno Carinhas, G. B. Corsetti, António Pires, Jorge Pinto, Cristina Cravalhal, Beatriz Batarda, Nuno M. Cardoso, entre outros.

Em 2005 gravou o álbum “Quando Lisboa Anoitece” com Jeff Cohen.

Participou nas óperas “Manfred” e “Abu Hassan” no Teatro Nacional de São Carlos.

Prémios: Em 1989, recebeu o Prémio de Melhor Atriz Jovem, concedido pela revista “O Ator” e o prémio de Atriz Revelação concedido pelo semanário Se7e. Em 2011 e 2006, também recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Teatro (para os anos de 2010 e 2005); Prémio Autores (SPA) 2012 Melhor Atriz de Teatro. Prémio Atores de Cinema da Fundação GDA, Melhor Actriz de Cinema 2016; Prémios Aquila – Melhor Actriz de Televisão 2018 (em Espelho D’Água); Globo de Ouro na categoria de Melhor Actriz de Teatro 2019.

PEDRO EIRAS 

Professor de Literatura Portuguesa na Universidade do Porto, Investigador do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, Membro da Rede Internacional de Pesquisa LyraCompoetics. Desde 2005, publicou diversos livros de ensaios sobre literatura portuguesa dos séculos XX e XXI, estudos interartísticos, questões de ética. Entre os mais recentes: O Riso de Momo – Ensaio sobre Pedro Proença (2018), […] – Ensaio sobre os mestres (2017), Constelações 2 – Estudos Comparatistas (2016), Platão no Rolls-Royce – Ensaio sobre literatura e técnica (2015). Presentemente, desenvolve pesquisas sobre a representação e o imaginário do fim do mundo.

SUSANA MOREIRA MARQUES

Susana Moreira Marques nasceu no Porto, em 1976, e actualmente vive em Lisboa, onde trabalha como escritora e jornalista freelancer. Entre 2005 e 2010 viveu em Londres, onde foi correspondente do jornal Público e trabalhou na BBC World Service. O seu trabalho tem aparecido no Jornal de Negócios, LER, Granta, Tin House, Lettre International, entre outras publicações nacionais e internacionais. Recebeu vários prémios de jornalismo, entre eles o Prémio Direitos Humanos e Integração, atribuído pela Comissão Nacional da Unesco. O seu primeiro livro, Agora e na Hora da Nossa Morte, foi traduzido para inglês, espanhol e francês. 

MENINAS EXEMPLARES:

SARA CARINHAS

Estuda com a Professora Polina Klimovitskaya, desde 2009. É Mestre em Estudos Artísticos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Frequentou o Laboratório Internacional – Performer’s Physicality in the Methods of Meyerhold, M.Chekhov, Stanislavsky com Sergei Ostrenko, em Itália.

Adaptou e encenou As Ondas e foi co-criadora de Orlando, ambos de Virginia Woolf. Encena em 2019 o espectáculo Limbo, projecto de sua autoria, com elenco internacional. Recebeu o Prémio Jovem Talento do Estoril Film Festival pelo filme Coisa Ruim, uma Menção Especial da Associação dos Críticos de Teatro, o Globo de Ouro de Actriz de Teatro, e o prémio da SPA pela sua interpretação no monólogo A Farsa de Raúl Brandão.

CRISTINA CARVALHAL

Licenciada em Teatro-Educação pela Escola Superior de Teatro e Cinema, iniciou a sua actividade em 1987. Desde então tem trabalhado como actriz em teatro mas também no cinema e na televisão. Realizou adaptações teatrais e encenações de obras de Raymond Carver, Witold Gombrowicz, Boris Vian, Peter Handke e J.M.Coetzee, entre outros. Dos espectáculos que dirigiu, destaca Uma Família Portuguesa, apresentado em Turku, Capital Europeia da Cultura 2011 e A Orelha de Deus, Prémio Teatro – Melhor Espectáculo 2010 atribuído pela SPA. Lecciona habitualmente em diversas escolas superiores e profissionalizantes. Em 2004 criou a estrutura de produção teatral Causas Comuns

NÁDIA YRACEMA

Nádia Yracema, nascida em Angola. Iniciou o seu percurso artístico no TEUC, enquanto se licenciava em Direito pela Universidade de Coimbra, mais tarde viria, também, a licenciar-se pela ESTC em Teatro/Cinema ramo de Atores. Tem vindo a acumular trabalhos na área da representação e paralelamente tem uma participação ativa em vários organismos que promovem o trabalho colaborativo nas áreas do cinema e da performance como por exemplo Movimento, Random.kino.collective., Chakalakawaka e Unshushables. Foi Membro da Direção do TEUC – Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra — Janeiro de 2009-2011.Desde 2007 tem vindo a trabalhar com diferentes encenadores destacando-se Rogério de Carvalho, Tiago Viera, Maria do Céu Guerra, Mathias Langhoff, Mário Coelho,Pedro Mamede, Bouchra, entre outros. Mais recentemente integrou  o elenco de “Arriaga” realizado por Welket Bungué. Neste momento a sua pesquisa centra-se na tradição oral africana e como os mitos e rituais se podem continuar a transmitir/romper através do corpo do performer. 

MADALENA PALMEIRIM

(1987, Lisboa) mestre em Estudos Ingleses e Americanos –Estudos Inter-Artes, e licenciada em Artes do Espectáculo pela FLUL, ingressou na Universiteit van Amsterdam (Erasmus). É desde 2009 bolseira e investigadora do CEAUL na área de cinema e música; editora da revista Cine Qua Non – Bilingual Arts Magazine. Estudou piano com Carla Seixas. Concebeu, com Ana Luísa Valdeira, o projecto Esculturas, para violino, piano e bolas de sabão – Fábrica da Pólvora de Barcarena e Mosteiro S. Bento da Vitória, Porto. Fundou o projecto musical nome comum, seleccionado para a mostra Jovens Criadores ’09, com quem editou o EP “A quem possa interessar”. Colaborou na gravação dos álbuns de Silence is a Boy, “Agora com passarinhos lá fora” (2011), e “Olympia” (2012) de Minta & the Brook Trout.

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